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Ceará encerra preparativos antes da ‘decisão’

 

SALVADOR - Longe dos ‘olhos’ da imprensa, assim o Ceará realizou o último trabalho no CT do Vitória-BA, no Barradão, antes de enfrentar o Bahia, pela última rodada do Campeonato Brasileiro – Série A, neste domingo.

Quando os portões foram abertos aos jornalistas, os jogadores já participavam de um ‘rachão’. O recreativo serviu para comprovar que os jogadores mantêm o otimismo e o clima descontraído mesmo às vésperas do jogo mais importante da temporada.

O Ceará deixou para a última rodada para definir o seu destino na competição. E não será uma tarefa das mais fáceis. O time precisa de uma contribuição do Atlético Mineiro. A combinação é a seguinte: vitória sobre o Bahia e empate ou derrota do Cruzeiro no clássico mineiro. Assim, o Ceará evita o rebaixamento e continua na primeira divisão.

O técnico Dimas Filgueiras preserva o mesmo discurso dos jogadores. Para o comandante alvinegro, não adianta pensar no resultado do Cruzeiro antes de vencer o Bahia. Por isso, montou o time com uma disposição ofensiva. Felipe Azevedo, Osvaldo e Marcelo Nicácio formam o trio de atacantes.

“Precisamos vencer e por isso vou escalar os três atacantes para ter mais força lá na frente”, disse Dimas.

DESFALQUES X REFORÇOS
O técnico Dimas Filgueiras teve que praticamente montar um novo time para enfrentar o Bahia. São quatros desfalques por suspensão (Fernando Henrique, Eusébio, Daniel Marques e Tiago Humberto) e dois por contusão (João Marcos e Leandro Chaves).

Mas durante a semana, Dimas recebe boas notícias. Felipe Azevedo, destaque do time nas últimas rodadas, está à disposição depois de cumprir suspensão pelo terceiro cartão. Além do atacante, Vicente e Diego Sacoman se recuperaram de contusão e se transformaram em opções.

Confira o vídeo:

 
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Dirigentes Futebol Clube

 

Time ganha jogo; diretoria, campeonato’! Essa frase também vale para as derrotas. Os fins de Campeonatos Brasileiros dos clubes cearenses são a prova de que faltou planejamento para disputar competições tão acirradas.

Os dirigentes do Icasa atestaram nesta Série B o diploma de incompetência administrativa. Não me refiro às contratações que não deram resultado algum e que só atendiam a interesses de empresários. Faltou pulso a quem está à frente do clube. Não souberam sequer lidar com crises, que pediam apenas habilidade para serem administradas. O episódio que envolveu Arnaldo Lira e Júnior Xuxa foi emblemático. Primeiro, um técnico ‘prestigiado’, que foi demitido por telefone. No mesmo instante, a reintegração de um jogador mal tecnicamente e que estava há mais de dez dias sem treinar. A desorganização fora de campo resultou em rebaixamento, um castigo que foi para a conta dos torcedores e instituição.

O Ceará também pode sofrer o mesmo baque do time icasiano. Diferente do ano passado, quando a essa altura já tinha se garantido na Sul-americana, o alvinegro vai para a última rodada precisando vencer o Bahia e ainda torcendo contra o Cruzeiro, para ficar na Série A. Quando disse – antes de a Série A começar – que o Ceará disputava um campeonato brasileiro cujo objetivo prioritário é permanecer, fui alvo de críticas e acusações infundadas. A própria diretoria do Ceará não mensurou o tamanho do desafio que tinha. A ideia era ficar entre os dez colocados. Melhor do que fazer planos ousados é se planejar reconhecendo forças e fragilidades. Saber onde está pisando.

Neste ano, o Ceará investiu mais, porém errou demais em reforçar a boa estrutura herdada do campeonato cearense. As grandes contratações não deram certo. Laterais e o setor criativo, problemas crônicos não foram resolvidos com os ‘reforços’. Quantitativamente e qualitativamente a diretoria do Ceará errou. O elenco, que tem dez zagueiros e um lateral-direito, mostra que Ceará gastou em vez de investir.

O torcedor alvinegro só espera não pagar o mesmo preço dos icasianos.

 
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Sobrou vontade, mas faltou qualidade

 

Foto: Divulgação / Fluminense

Dimas voltava a dirigir o time, o discurso era de motivação, a torcida superlotou o PV, tudo conspirava para uma vitória do Ceará. Até o Fluminense deu uma mãozinha quando Márcio Rosário presenteou Felipe Azevedo, que fez 1 a zero. Em campo, os jogadores demonstraram vontade, determinação, gana… atitudes importantes de quem quer vencer. Mas não basta apenas isso! E é simples entender porque só a disposição não é o suficiente para se chegar à vitória. Os outros times têm disposição tanto quanto o Ceará. A grande maioria deles está lutando por algum objetivo: título, libertadores ou permanência.

Foi o que aconteceu contra o Fluminense. O Ceará mostrou aquele espírito guerreiro, tão exigido pela torcida, mas mesmo assim saiu com a derrota. Foram pelo menos vinte minutos de um futebol vontadoso. Depois, a organização tática e o melhor time se sobressaíram e, aos poucos, o Fluminense foi pavimentando a vitória. Rafael Sóbis foi decisivo, fez os gols, mas foi Fred quem desequilibrou e comandou a virada. Coletivamente já se sabia que o Fluminense era melhor do que o Ceará. E essa diferença ficou mais acentuada quando o Ceará olhou e não viu Osvaldo em campo. Era como se não esteve mais ali alguém que sempre foi onipresente. Foi uma perda irreparável não ter o seu principal jogador em uma final de Copa do Mundo, como o jogo era classificado pelo Ceará.

E não se pode errar tanto quando se tem apenas um resultado à disposição. Para o Ceará só interessava a vitória. O time finalizou 16 vezes e apenas duas foram em direção ao gol. Um percentual de acerto de 12%. Não faltou disposição, faltou mesmo qualidade.

 
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4 x 1: além da conta, mas merecido!

 

Presunção: desse mal não sofro! Não tenho a mínima pretensão de adivinhar resultado das partidas, mas ontem alertei que o América-MG, lanterna, não seria um adversário tão fácil quanto a maioria achava!

Baseei-me no simples aspecto de o time de Minas Gerais, virtual rebaixado, jogar como se não tivesse nada a perder. Este tipo de adversário costuma complicar! Sempre é difícil encarar franco-atirador.

Não acredito em descomprometimento dos jogadores do Ceará. Mas é estranho ver dois ‘Cearás’: o do PV e o visitante. Não precisa ser especialista, catedrático, para notar que existem sensíveis diferenças de rendimento de uma rodada para outra. Nenhuma equipe é mais influenciada pelo fator campo do que o Ceará!

Mesmo sem se esforçar, contra o América-MG, o Ceará conseguiu gerar três boas chances de gol. Todas mal finalizadas pelo atacante Roger. Futebol é eminentemente índice de aproveitamento. Não adianta só construir jogadas se você não as conclui com sucesso. A única estatística que realmente vale é a que o placar mostra! O América-MG foi mais eficiente! Das sete conclusões, marcou 4 gols! O Ceará não aproveitou as chances que apareceram, é verdade, mas também foi relapso na defesa.

Tão preocupante quanto a desenvoltura do time diante do América-MG é olhar para a sequência de jogos até o final da Série A. A distância é cada vez menor e o futebol é cada vez mais parecido com o daqueles que estão na zona de rebaixamento.

 
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América-MG?! Todo cuidado é pouco…

 

O América-MG venceu apenas três partidas, é lanterna há 16 rodadas, está entre os quatro piores da Série A desde a sexta rodada, tem a segunda pior defesa, tem 98% de cair de divisão. Os números pesam contra o Coelho, mas, antagonicamente, o tornam numa equipe perigosa.

O virtual rebaixado virou franco atirador. A proximidade do descenso faz do América-MG um time que joga sempre no limite. Não tem mais nada a perder e vai arriscar todas as fichas nas últimas dez partidas lhe que restam.

Hoje, contra o Ceará é o típico jogo difícil de projetar. Nunca se sabe o que pode vir de lá! O América-MG é tão imprevisível que das três vitórias, os mineiros passaram fácil por Fluminense (3×0) e Vasco (4×1), times que lutam por título.

Para não ser surpreendido, o Ceará precisa reconhecer os riscos de uma partida como a de hoje. O time de Estevam Soares é melhor tecnicamente, mas o jogo de pede mais. Não basta apenas ser uma equipe ‘organizadinha’. Se dizem que é o encontro em Sete Lagoas é decisivo, é jogar como se tivesse disputando título!

 
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O dissabor do empate

 

 
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Com dois jogadores a mais, Ceará só empata

 

Nesta Série A, o torcedor do Ceará ainda não viu o técnico repetir a mesma escalação do time em dois jogos seguidos. Contra o Figueirense, os alvinegros teriam a experiência de ter cinco desfalques entre os titulares.

As ausências não impediram de o Ceará chegar ao gol adversário com mais frequência. Caiu no ‘colo’ de Thiago Humberto, um dos substitutos, as melhores oportunidades. Aos 15 minutos, a bola sobrou livre, mas o camisa 10 acertou a trave, de raspão. Três minutos depois, Thiago Humberto, de cabeça, também ficou no quase.

A jogada área era uma boa alternativa de ataque. Aos 23, após cobrança de escanteio, Fabrício resvalou de cabeça, mas Wilson fez uma grande defesa. O goleiro do Figueirense voltou a fazer milagre após virada de Washington aos 38 minutos. Antes, Elias acertou o travessão de Fernando Henrique numa cobrança de falta. Mas foi o Figueirense quem abriu o placar. Em rápido contra-ataque, a bola chega ao lateral-esquerdo Juninho, que chutou cruzado: 1 a 0.

Quando se imaginava que o Figueirense comemoraria a vitória parcial, Vicente faz boa jogada pela esquerda e cruza na medida para Washington, que bem ao estilo dele, de cabeça, deixa tudo igual.

O empate deu mais confiança ao Ceará, que voltou para o segundo tempo mais ‘aceso’. Osvaldo fez linda jogada individual, mas demorou na hora de finalizar. No lance seguinte, Ferlipe Azevedo aproveitou a sobra da zaga e chutou forte, mas sem direção. Se para o Figueirense estava difícil, ficou pior quando Maicon recebeu cartão amarelo por demorar a fazer a cobrança de escanteio. Era o segundo dele, que foi expulso.

Sete minutos depois, o lateral-direito Bruno se jogou na área. O árbitro interpretou como simulação e expulsou o jogador que já tinha cartão amarelo. Se há uma semana, o Ceará teve que jogar quase o segundo inteiro com dois jogadores a menos contra o Atlético-MG, desta vez, o Vovô vivia o outro lado da história.

Restavam vinte minutos para o Ceará, com dois jogadores a mais, tentar chegar à vitória. Mesmo com a superioridade numérica, o Ceará pouco assustou. Só aos 43, Fabrício obrigou Wilson a fazer uma grande defesa. Dois minutos depois, Osvaldo limpou bem, mas chutou muito mal.

No final, empate com direito a vaia da torcida, que, claro, desaprovou o resultado.

 
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