“Não tenho como não acreditar no meu potencial”. A frase banhada em confiança mostra o atual momento de Heitor Alves. O cearense passou dois anos na companhia dos melhores surfistas do planeta no Circuito Mundial, mas, depois de uma temporada irregular no ano passado, não conseguiu se manter na elite.
Se em um primeiro momento a insegurança pode ter chegado com um certo desânimo, o título no WQS de Paracuru, em casa, fez com que o surfista tivesse a certeza de que está no caminho certo para voltar. Depois da vitória nas águas da praia Ronco do Mar, Heitor disse que voltaria para o lugar “de onde nunca deveria ter saído”.
Heitor, que depois de Paracuru já disputou o WQS de Fernando de Noronha, está certo do retorno. O tempo na elite o fez confiar em seu talento sobre a prancha. Elogios de gente grande, como Mick Fanning e Kelly Slater, também servem de motivação para encarar a disputa da temporada 2010 do WQS, a divisão de acesso do Circuito Mundial.
- Meu lugar é lá. Já entrei uma vez , fiquei dois anos, tenho o potencial pra estar lá novamente. Kelly e Mick Fanning são os caras que mais admiro pela garra e pelo surfe. Kelly, se pudesse, me treinava. Ele gosta de me assistir surfando. Isso é uma honra, escutar isso dele foi muito bacana. E o Mick me convidou ano passado pessoalmente pra competir o Desafio de Aéreos, só para convidados, com os melhores do mundo… Ele poderia escolher qualquer outro, e fez questão de me convidar. Então, depois disso, não tenho como não acreditar no meu potencial.
As ondas do Recreio, no Rio de Janeiro, são o ponto preferido de Heitor no Brasil. Lá fora, gosta da Indonésia, das Maldivas e de Portugal. O cearense, de 27 anos, diz ter bom relacionamento com todos os outros surfistas, mas destaca a amizade com dois brasileiros.
- Eu me dou bem com a galera em geral. O Messias Félix e o Michel Rock eu conheço desde criança. Mas com os gringos também costumo manter contato, me dou bem com a galera em geral.
Globoesporte.com