Alemanha x Argentina pode não ser o maior clássico do mundo, mas é o jogo entre campeões mundiais que mais se repetiu em Copas. Hoje, na Cidade do Cabo, às 11h, será o sexto encontro entre os adversários que decidiram os Mundiais de 1986 e 1990 e que duelaram também nas quartas de final da última edição, em 2006.
O choque entre alemães e argentinos marcou profundamente a carreira de Maradona. Ele atingiu o auge ao vencer a decisão de 1986 e chorou copiosamente ao perder a final de 1990, quando começou de vez a confrontar a Fifa e declinar na carreira. Em março deste ano, ao vencer a Alemanha em um amistoso por 1 a 0 em Munique, Maradona também deu o primeiro sinal de que podia ganhar a Copa como técnico.
O argentino foi indagado ontem sobre os confrontos épicos com a Alemanha, mas afirmou estar pensando “apenas no próprio time”. “A Alemanha é um rival que sempre dificultou. Mas nunca tive rivais fáceis ou imbatíveis. Eu não tenho medo de ninguém”, falou ele.
“Não me lembro onde estava no jogo da Copa de 1986. Na Copa de 1990, eu estava na Suíça”, afirmou o técnico Joachim Löw, da Alemanha. “Foram duelos marcados por Maradona, que fazia magia e ganhou praticamente sozinho a Copa de 1986. Não teve antes dele nenhum jogador que marcou tanto no futebol”, prosseguiu ele, ignorando inclusive Pelé. E acrescentou que o confronto de março já é passado. “Aquele [jogo] era amistoso, agora é uma decisão.”
Löw exaltou muito o futebol argentino e tentou minimizar declarações de jogadores alemães como Lahm, que disse que “os sul-americanos não sabem perder”, e Schweinsteiger, que destacou a pressão que os argentinos fazem na arbitragem. “Nós fazemos grandes jogos contra a Argentina, jogos muito intensos porque eles jogam no limite físico, com coração. Mas não há jogo sujo, eles se entregam ao máximo. Os sul-americanos são assim”, disse o treinador. “Tivemos em 2006 um jogo muito disputado e limpo. E vai ser assim o de agora.”
Maradona, por sua vez, disse que a Alemanha goleou a Inglaterra porque a rival contribuiu. “A Inglaterra facilitou, mas a Alemanha soube aproveitar. Vi como a Sérvia ganhou da Alemanha, vi como a Alemanha ganhou de Gana. Não vou mudar no estilo da minha equipe. A Argentina será ofensiva.”
Fonte: Folha Online
