Antes do Campeonato Cearense 2012 começar, uma polêmica foi criada em torno do maior jogo da competição: o Clássico Rei. A questão levantada é quanto a participação das duas torcidas (Ceará e Fortaleza) nas partidas realizadas no PV. O secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel), Evaldo Lima, se posicionou contra nesta quarta-feira (28).
O titular da Secel argumentou sua opinião apelando para a questão de segurança em volta do estádio Presidente Vargas, que comporta apenas 20 mil pessoas. A localização da praça esportiva também facilitaria o confronto entre as torcidas organizadas e consequentemente dificulta o trabalho da Polícia.
Como alternativas, ele citou a transmissão em rede aberta de TV e redução do número de torcedores.
“O que está em jogo é a vida do torcedor e dos cidadãos”, disse Lima. Para o secretário, o risco e ameaça de violência no entorno do PV e nos terminais de ônibus da cidade. “Há conforto e segurança garantida com 105 câmeras, presença da PM, Guarda Municipal, Defesa Civil, Corpo de Bombeiro e Brigada de Incêndio”, garantiu.
Sindicato dos Atletas
Quem também se posicionou contra a realização do Clássico Rei com as duas torcidas foi Marcos Gaúcho, presidente do Sindicatro dos Atletas de de Futebol do Estado do Ceará. Mesmo assim, ele prefere ver o jogo com as duas torcidas porque engrandecem o espetáculo. “Mas a segurança do torcedor deve estar em primeiro lugar”, defendeu.






